Em seis meses, 15 mulheres foram vítimas de feminicídio no Sul de Minas

O Sul de Minas enfrenta um grave cenário de violência contra a mulher. Somente nos últimos seis meses, 15 mulheres foram vítimas de feminicídio na região, segundo dados oficiais.
Em entrevista ao programa Bom Dia Cidade, a presidente da Comissão de Enfrentamento à Violência Doméstica da OAB Varginha, Dra. Luciane Ferreira e Souza, alertou para a importância da conscientização e da denúncia.
De acordo com a legislação, a violência doméstica ocorre quando uma pessoa utiliza força ou exerce controle de maneira prejudicial, causando dor, sofrimento ou restrição da liberdade da vítima. “A violência pode se manifestar de diferentes formas: psicológica, sexual, física, moral, patrimonial e até institucional. É fundamental que a sociedade compreenda que todas elas são igualmente graves”, destacou a advogada.
A presidente reforçou que as mulheres têm direitos assegurados pela Lei Maria da Penha, entre eles: registrar ocorrência na delegacia, solicitar medidas protetivas, afastar o agressor do lar, além de buscar apoio jurídico para divórcio e guarda dos filhos.
Outro ponto enfatizado é que os CRAS das cidades podem oferecer suporte às mulheres em situação de vulnerabilidade, especialmente para aquelas que não possuem independência financeira.
Para as que trabalham, o amparo judicial garante proteção enquanto o problema não é resolvido. “É importante que as mulheres não se calem. Existem canais de denúncia disponíveis e é preciso utilizá-los”, reforçou Dra. Luciane.
📞 Canais de denúncia:
• 180 – Central de Atendimento à Mulher (Governo Federal)
• 190 (PM) – Delegacias Especializadas e Delegacias de Polícia Civil
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